Você sabe como atender clientes difíceis no mercado de crédito bancário? Neste artigo mapeamos 9 Perfis e ainda trouxemos estratégias de como lidar com clientes difíceis para o Correspondente Bancário.
O mercado de crédito bancário opera cada vez mais em alto nível de digitalização: assinatura eletrônica, esteiras automatizadas, APIs, inteligência artificial, OCR, biometria, onboarding digital, entre outros recursos.
Mas todo Correspondente Bancário experiente sabe que uma venda bem feita não termina na formalização do contrato.
Em outras palavras, mesmo que toda a jornada de aquisição de crédito bancário esteja cada vez mais digital, o contato humano ainda é inevitável. E mais do que inevitável, é recomendado no atendimento ao cliente para criar relacionamento e fidelização.
Mas sejamos sinceros, nem sempre o atendimento ao cliente é simples. Todo Correspondente Bancário experiente sabe que nem sempre um ciclo de vendas flui perfeitamente do começo ao fim. Acontece que muitas vezes, a maior dificuldade é conseguir ter jogo de cintura para contornar situações de pressão, causadas pelos clientes “difíceis” de lidar.
Em uma rotina comum no atendimento a clientes tomadores de crédito, o correspondente bancário se depara com diversos perfis de clientes difíceis.
A expectativa do correspondente bancário, naturalmente, é a de aprovar muitas propostas no mês, cumprir as metas estabelecidas e que todas as operações transcorram na mais absoluta tranquilidade até a sua integração.
Já para o cliente, a expectativa é ser bem atendido, encontrar a melhor condição na negociação da proposta de crédito, obter informações com clareza e confiar na empresa e/ou no profissional que o atende.
Porém, há alguns obstáculos que quebram este ciclo e podem transformar o atendimento ao cliente em um verdadeiro transtorno para o correspondente bancário.
Um destes obstáculos é ter que lidar com o “cliente difícil”, principalmente quando este cliente gera uma pressão muito grande ao ponto de interferir, inclusive, no estado emocional do profissional.
Mapeei nove perfis com dicas de como atender clientes difíceis no mercado de crédito bancário, daqueles que fazem qualquer profissional pensar duas vezes antes de mandar mais uma simulação.
Se você já atendeu um deles, vai se identificar. Se ainda não atendeu, prepare-se: uma hora ele aparece… rs
Confira a seguir e não esqueça de colocar a sua opinião nos comentários abaixo, pois é a sua opinião que me ajuda a rechear esse blog de conteúdos!
Quem é e como lidar com um cliente difícil
Quando a gente se depara com um “cliente difícil”, o primeiro impulso é de rescindir o contrato ou, se ainda nem formalizou, recusar o cliente antes mesmo de começar.
Afinal, para quem vive de vender crédito bancário, ter clientes é muito bom, receber comissões é ótimo, mas preservar a saúde mental é uma prioridade, não tenho dúvidas.
Entretanto, em alguns casos, tudo não passa de uma primeira má impressão, um ruído na comunicação que, com escuta ativa e calma, pode ser desfeito.
Logo, vender e se relacionar com o cliente, também envolve o processo de saber se comunicar e uma boa comunicação começa pela escuta.
Saber ouvir o cliente pode revelar oportunidades escondidas, dissolver objeções e abrir caminho para um relacionamento mais leve e assertivo.
Eventualmente, se uma boa relação puder ser construída, pode até mesmo, superar a primeira má impressão e transformá-lo em um cliente fidelizado.
Mas veja bem, minha experiência de mais de dezessete anos lidando com clientes próprios, me ensinou que, obviamente, saber falar também importa na relação com o cliente, principalmente quando é preciso impor limites com firmeza e profissionalismo.
Em outras palavras, é possível que o ato de dar uma nova chance a um “cliente difícil”, possa resultar em um recomeço feliz para os dois lados. Tudo vai depender de como as coisas se desenrolarão no equilíbrio entre o saber ouvir e o saber falar.
Não há uma fórmula mágica, afinal, os conflitos humanos são sempre um desafio, sabemos disso.
Porém, acredito que há casos em que a gente pode se permitir “controlar a raiva” e acionar a escuta para avaliar possibilidades de recomeço no relacionamento com um cliente difícil.
Uma boa dose de inteligência emocional deve entrar em ação nessa hora. Não é simples, requer treino e preparação. E claro, ela também se desenvolve com prática, paciência e, principalmente, com cada cliente difícil que a gente escolhe encarar com maturidade.
Contudo, analise se vale a pena continuar… se puder!
Acontece que muitas vezes, apesar de todo nosso esforço, há clientes que realmente não vale a pena atender, não vale a pena insistir, que são insuportáveis e a gente precisa saber identificar, saber a hora certa de encerrar e como fazer isso da melhor forma.
Você não precisa transformar um processo de venda em um aborrecimento. Você pode dispensar educadamente um cliente difícil antes de prosseguir com um atendimento, mesmo que ele tenha acabado de iniciar.
Porém, de maneira mais comum e que é ainda mais desafiadora, pode ser que você não consiga identificar um “cliente difícil” logo no início da venda.
Nesta situação você lidará com um “cliente difícil” que só se revelou aos poucos e não permitiu que você identificasse as dificuldades antes, a tempo de encerrar a negociação antes mesmo de começá-la.
No meio de um processo de venda, sem dúvidas, será mais complicado dispensar o “cliente difícil”, afinal existe um comprometimento.
Imagine se o “cliente difícil” resolve se revelar na fase em que o contrato está “aguardando averbação”. É um estágio em que o contrato pode ser averbado a qualquer momento e cancelá-lo certamente vai causar muitos transtornos.
Mas existem inúmeras outras situações em que ficamos neste encruzilhada. Pensando nesta situação, preparei este artigo especialmente para você que não sabe como lidar com um cliente difícil.
Mapeei os nove perfis mais comuns com os quais lidei nestes dezessete ano, com recomendações que podem te ajudar a neutralizar os aborrecimentos neste tipo de atendimento ao cliente.
Descubra como converter uma venda estressante em uma venda bem sucedida, ou em último caso, em uma demissão do “cliente difícil”. Se você não identificar um perfil que esteja lidando neste momento, comente abaixo, que vou incluir no mapeamento e vai ajudar muitos leitores do Blog de Crédito.
Como lidar com clientes difíceis: Conheça 9 tipos de perfis que desafiam o Correspondente Bancário!
1- Cliente Barganhador
Esse tipo de cliente é extremamente irritante. Periodicamente aparece pedindo uma simulação, depois leva essa simulação ao concorrente e inicia um leilão informal, barganhando entre propostas para arrancar mais alguns trocados de vantagem na operação de crédito.
O objetivo dele é espremer o máximo possível de todos os lados. Não importa qual instituição o atenda, desde que aceite sua sútil ameaça: “o outro me ofereceu melhor, consegue cobrir?”.
No fundo, ele não está buscando um bom atendimento, nem confiança. Ele quer preço, só preço.
Esse cliente compra com base no preço, não no valor. E se você não estabelecer um piso mínimo de comissão ou tabela para trabalhar, corre o risco de trabalhar sem margem de lucro.
Quando você perceber que ele está apenas usando sua proposta para alimentar a concorrência, avalie rapidamente se vale o desgaste. Se não valer, retire-se com firmeza. Uma venda que não gera lucro é apenas perda de tempo e energia.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Defina antecipadamente seu piso de comissão e evite entrar em disputas de preço que desvalorizam seu trabalho. Mostre firmeza logo no início e deixe claro que trabalha com critérios e margem justa.
Se ele começar a pressionar com propostas de concorrentes, finalize com tranquilidade e postura:
“Fulano, esta é minha proposta final. Fique à vontade para fechar com o concorrente que achar mais vantajoso.”
Não entre no jogo da chantagem emocional ou comercial. Quem compra só por preço, amanhã vai te trocar de novo. Mostre valor e saiba a hora certa de sair.
2 – Cliente ultra questionador
Esse cliente tem a mania de questionar tudo, o tempo todo. E não é aquele questionamento saudável que busca entender melhor a operação de crédito, é um interrogatório sem fim, com ar de desconfiança.
Parece o tempo todo que você está sendo testado, como se este cliente quisesse te jogar em uma contradição, tentando encontrar qualquer brecha que lhe permita distorcer a negociação a seu favor, mesmo sabendo que há limites inegociáveis impostos pela instituição financeira e até mesmo pelo regulatório.
Você explica o valor da parcela, ele pede para simular todos os prazos possíveis. Você detalha as taxas, ele quer saber se pode reduzir. Ele chega a contestar as cláusulas padronizadas da CCB, mesmo sabendo que são impostas pelo banco e não têm condição viável para alteração.
Quando percebe que não vai conseguir mudar nada, ele formaliza do mesmo jeito, como se tudo aquilo tivesse sido só um teatrinho para afirmar superioridade.
Na prática, ele já sabe as regras. Mas insiste nos questionamentos para tentar forçar o outro lado ao erro, ou para mostrar que “sabe mais que você”. E isso, se você não estiver firme, vai te tirar do eixo rapidinho.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Mantenha o tom calmo e seguro. Esclareça os pontos com objetividade e, quando perceber que os questionamentos são meramente provocativos, estabeleça um limite.
Diga, por exemplo:
“Beltrano, as cláusulas da CCB são padrão de mercado e não podem ser alteradas. Entendo sua preocupação, mas nesse ponto não há o que negociar. Se tiver alguma dúvida pontual, posso esclarecer. Caso contrário, seguimos para formalização.”
Não entre no jogo da provocação. Se responder no mesmo tom, ele ganha. Se der espaço demais, ele te esgota. Mantenha o foco na finalização da operação e seja direto.
3- Cliente nervosinho
4- Cliente indeciso
Esse cliente suga o seu tempo. Ele pede simulação com todos os prazos, em todos os bancos, com diferentes valores de contrato, compara tudo, agradece muito… e some.
Depois de dias ou semanas, reaparece com novas dúvidas. E, frequentemente, são as mesmas dúvidas que você já respondeu antes.
Ele liga, chama no WhatsApp, marca reunião e, em todas essas ocasiões, dá sinais de que vai fechar o contrato. Mas não fecha. Na verdade, parece estar mais interessado em adiar a decisão do que em tomá-la.
Esse tipo de cliente costuma ser inseguro, tem medo de tomar decisões sozinho e, às vezes, consulta tanta gente (familiares, amigos, gerente do banco, colega do trabalho) que se perde no meio de tantas opiniões.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Estabeleça prazos claros de validade da proposta, especialmente em momentos de instabilidade no mercado. Isso protege sua margem e evita retrabalho com clientes que voltam semanas depois esperando as mesmas condições.
Se ele entrar em contato, aproveite o momento de atenção e pergunte com objetividade:
“Posso emitir agora o contrato para você assinar?”
“Vamos dar andamento à nossa negociação?”
Você também pode ajudar a acelerar a decisão com pequenos gatilhos práticos, como já enviar a minuta da CCB junto à simulação.
Quando o cliente vê que tudo já está pronto, tende a se sentir mais seguro para avançar.
Se perceber que a indecisão está se arrastando sem retorno concreto, encerre o atendimento com elegância, deixando a porta aberta:
“Fico à disposição caso deseje retomar com as condições atualizadas. Estou por aqui.”
Assim, você protege seu tempo e sua paciência.
5- Cliente Folgado
Esse cliente não tem noção de horário, de limite ou de bom senso. Ele te chama no WhatsApp às 23h37 de um domingo e ainda reclama se você não responde na hora.
É aquele tipo de pessoa que liga no meio do seu final de semana, manda áudio de cinco minutos e sem nem perguntar se pode, e ignora completamente o fato de você ser um profissional, não um plantão 24 horas.
Esse tipo de cliente não é só inconveniente, ele testa sua paciência e te obriga a repensar se vale a pena mantê-lo. Em alguns casos, ele pode até ter bom retorno em comissão ou gerar indicações, mas isso só justifica a relação se o desgaste não for maior que o ganho.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Estabeleça e aplique limites com consistência. Use mensagens automáticas no WhatsApp Business informando horários de atendimento e não responda fora deles, mesmo que veja a mensagem.
Se ele insistir no discurso de urgência, seja direto:
“Fulano, fico disponível em horário comercial. Fora disso, não consigo te atender com a atenção necessária.”
Com o tempo, ele vai entender que você não está à disposição integral e, se não entender, que vá procurar outro correspondente bancário para importunar, que tenha disposição para atender e entender esse tipo de cliente.
Seu tempo e sua saúde mental valem mais que qualquer comissão.
6- Cliente invasivo
Esse cliente pode até ser educado, simpático e daqueles que te tratam com carinho, mas o problema é que ele atravessa uma linha tênue: confunde a relação comercial com amizade pessoal e começa a te sobrecarregar com pedidos que não têm nada a ver com a sua função.
Ele pede que você emita a segunda via do boleto do plano de saúde dele, envie o documento para o e-mail do filho que mora em outro estado, faça o agendamento do dentista, leve ele ao INSS para fazer prova de vida porque “não entende dessas coisas de aplicativo”, ou ainda pede “só um PIX de R$ 50,00” porque está sem luz.
No começo, esses pedidos parecem inofensivos. Você até se comove. Mas quando percebe, virou assistente pessoal, cuidador, financeiro, motorista e não recebeu um centavo a mais por isso.
É importante entender que esse tipo de relação, por mais afetiva que pareça, te afasta do seu foco principal: intermediação de crédito com eficiência, estratégia e escala.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Não alimente o comportamento. Seja firme, mas gentil, e recuse toda demanda que não estiver diretamente ligada ao serviço contratado.
Use uma abordagem clara:
“Fulano, infelizmente eu não consigo te ajudar com isso. Estou com muitos atendimentos e preciso focar nas propostas de crédito.”
Ofereça uma alternativa, se quiser, como indicar um parente ou assistente comunitário. Mas nunca absorva esse papel. Seu tempo e energia devem ser direcionados para o que realmente movimenta seu negócio.
7 – Cliente passivo-agressivo
Esse cliente nunca confronta de forma direta. Ele prefere minar sua autoridade com elogios irônicos, comentários ambíguos e cobranças disfarçadas de preocupação.
Parece cordial, mas vive lançando comentários que têm o único objetivo de te desestabilizar de forma sutil. Faz comparações veladas com outros profissionais ou solta frases agressivas disfarçadas de preocupação, como:
“Imagino que você esteja muito ocupado pra responder, mas…?”
Disparada na terceira mensagem não respondida em um intervalo de apenas duas horas. Como se você estivesse do outro lado da tela, ansioso, aguardando para responder instantaneamente.
Ou então:
“Não sei o que acontece com seu WhatsApp, parece que minhas mensagens somem…”
Diz isso depois de entupir sua conversa com áudios de mais de três minutos, imagens e textos picados, que mais atrapalham do que ajudam. Isso mesmo após você já ter pedido para concentrar as informações por e-mail quando a resposta não for imediata.
No início ele elogia:
“Seu trabalho é incrível, nem sei como você dá conta de tanto cliente”.
Mas depois vem a indireta:
“Se bem que, pelo visto, estou no fim da fila…”.
Esse tipo de cliente nunca te diz claramente o que está errado, mas deixa você inseguro o tempo todo, na dúvida se está falhando.
E se você tenta esclarecer, ele responde com aquele clássico “imagina, está tudo ótimo…”, com reticências, claro. Porque nada está ótimo. Ele quer que você adivinhe.
A comunicação é carregada de microagressões: silêncios prolongados, respostas secas, reações exageradamente educadas:
“Obrigado pela atenção…”
E ausência de retorno objetivo sobre o que precisa. Mas no fundo, ele quer deixar claro que você está devendo alguma coisa, mesmo que não saiba o quê.
Esse perfil é emocionalmente desgastante. Não grita, não confronta, não pede desconto. Mas faz você se sentir incompetente, culpado, tenso, mesmo entregando tudo conforme o combinado.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Não entre no jogo emocional. Mantenha a comunicação objetiva, por escrito e sem margem para ambiguidade. Quando ele fizer comentários indiretos, devolva com firmeza e clareza:
“Você quer dizer que houve atraso? Se for o caso, me explique com mais precisão para que eu possa corrigir.”
Deixe claro que você trabalha com fatos, cronograma e escopo. E espera o mesmo do cliente. Não aceite comunicação passivo-agressiva como padrão de relação.
8- Cliente Mimado
O cliente mimado é aquele que até parece disposto a fechar uma boa operação e valorizar seu trabalho, mas quer ser tratado como o centro do universo. Acha que está fazendo um favor em contratar crédito e usa isso para manter você em estado permanente de cobrança emocional.
No começo ele parece fácil, educado, articulado. Mas logo começam os sinais: reclama sutilmente do prazo, questiona o tom da sua resposta, se irrita por você não ter retornado na mesma hora ou insinua que outro correspondente bancário seria mais atencioso.
Se ele pudesse, marcaria reunião todos os dias para conversar sobre a mesma proposta. O áudio dele começa com “coisa rápida”, mas vira um monólogo de 15 minutos que não leva a lugar nenhum.
Ele pede novas simulações como se fosse um passatempo, testa todas as possibilidades de prazo, valor, banco, até cansar você. E quando você tenta avançar ou fechar, ele responde com: “já fechei 3 contratos com você”, usando o histórico como moeda de manipulação, como se isso o tornasse seu patrão.
O problema é que, muitas vezes, esse cliente realmente tem um bom crédito, o que te coloca na armadilha de tolerar abusos para não perder uma comissão aparentemente alta. Mas o custo emocional, o tempo gasto e a instabilidade que ele traz podem custar mais do que o contrato vale.
Ele quer ser o dono da operação, mesmo sem saber o que está fazendo. Exige respostas imediatas, personalização extrema e acha que você é um prestador exclusivo, disponível 24h. Se você impõe limite, ele faz cara de ofendido e diz que está decepcionado.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Defina limites claros logo no início da negociação. Estabeleça horários de atendimento, explique como funciona o processo de simulação e formalização, e deixe claro que alterações constantes podem inviabilizar a proposta.
Se ele insistir em rodar em círculos, seja direto:
“Fulano, pra gente seguir, preciso de uma definição. Já temos todas as simulações possíveis, agora é hora de escolher a melhor e formalizar. Caso contrário, o cenário pode mudar e a proposta perder validade.”
Não negocie com culpa. Se o cliente te trata como um prestador exclusivo, lembre que você é um profissional de crédito, não um funcionário particular.
E se ele ameaçar sumir ou “ficar decepcionado”, aceite com maturidade. Nem todo cliente que paga bem compensa o desgaste que causa.
9- Cliente tóxico
Esse é o pior tipo de cliente. Ao contrário dos outros perfis difíceis, ele não disfarça. É agressivo, mal-educado, impaciente e tem zero consideração pelo seu trabalho.
Ele desaparece por dias sem dar retorno à sua última mensagem e depois volta cobrando como se você fosse o culpado pela demora.
Ignora instruções básicas, diz que você não explicou direito mesmo após ter recebido áudio, texto e PDF detalhado. E quando você prova que explicou, ele muda de assunto, distorce os fatos e tenta te deixar sempre como o errado da história.
Ele trata você como se fosse um funcionário desleixado e ele, uma pessoa superior ocupada que não pode ser contrariada. Usa o tom de cobrança como se estivesse fazendo uma auditoria no seu trabalho, constantemente colocando sua competência em dúvida.
Esse tipo de cliente joga a culpa em você mesmo quando o erro é dele, dos documentos que não enviou, da assinatura que esqueceu, da demora do banco.
E se você o confronta, ele inverte a situação: se faz de vítima e acusa você de falta de profissionalismo.
O ambiente ao redor dele costuma ser igualmente tóxico. Quando há terceiros envolvidos, como esposa, filho, contador, gerente ou funcionário, todos seguem o mesmo padrão: comunicação confusa, falta de retorno, cobranças fora de hora e completa ausência de responsabilidade sobre a própria parte no processo.
Tudo vira “um absurdo” se você tenta organizar.
Esse perfil consome sua energia, sabota o processo e compromete sua saúde emocional. A comissão, quando vem, nunca compensa o desgaste. Porque com esse tipo de cliente, o problema não é o crédito. É o caráter tóxico e manipulador.
Estratégia de como lidar com esse cliente difícil:
Não negocie com o caos. Mantenha tudo documentado por escrito, absolutamente tudo. Evite ligações, evite conversa de WhatsApp por áudio, evite qualquer canal que não te proteja depois.
Não tente agradar, não tente “virar o jogo”. Se você está no meio do processo, entregue o essencial, dentro do que foi formalmente acordado, e encerre o mais rápido possível.
Se ainda estiver negociando e já identificar esse padrão: fuja. Esse é o tipo de cliente que pode prejudicar seu emocional, seu nome profissional e até sua segurança jurídica.
Cliente tóxico não melhora. Ele só aprende a te usar melhor.
Afinal, como lidar com clientes difíceis?
No dia a dia do Correspondente Bancário, não basta conhecer as linhas de crédito. É preciso saber lidar com gente. E isso inclui todo tipo de cliente, inclusive os mais difíceis.
Esses perfis não apenas testam sua paciência, mas colocam em xeque sua autoridade, seu equilíbrio emocional e, muitas vezes, sua vontade de continuar vendendo.
O bom atendimento exige escuta, controle emocional e comunicação firme. Mas isso não significa se submeter a humilhações ou permitir abusos.
A inteligência emocional é sua aliada, mas não resolve tudo sozinha. É preciso estabelecer limites, deixar regras claras desde o início e não ter medo de encerrar o atendimento quando o desgaste passa a custar mais do que a comissão.
Nem todo cliente merece o seu esforço. Alguns contratos valem menos do que parecem. E ter coragem de dizer “não” também é sinal de profissionalismo e maturidade.
O segredo não é agradar todo mundo. É aprender a identificar com quem vale a pena seguir e com quem é melhor cortar laços cedo. No fim das contas, os clientes difíceis também te ensinam a vender melhor, proteger seu tempo e valorizar sua entrega.
Aprender a lidar com eles é o que transforma um Correspondente comum em um profissional respeitado.
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Um forte abraço.
Rosa Oliveira
CEO & Gerente de Projetos Digitais da Viver de Crédito



