Como o credito é analisado: Os 5 C´s de Crédito

Olá, Corbank e Simpatizante do Viver de Crédito! 🙂🙂

Vocês sabem quais são os critérios básicos que são considerados numa análise de crédito?

Neste artigo, eu mostro os 5 C’s de Crédito e o que cada C representa.

Não esqueça de colocar a sua opinião nos comentários abaixo, ⬇ pois é a sua opinião que me ajuda a rechear esse blog de conteúdo!

Finalidade e aplicação

Obviamente que enquanto instituição financeira, as empresas intermediam recursos e querem intermediar o máximo de empréstimos possível, afinal, esse é o seu mercado.

Porém, alguns critérios precisam são observados e estão ligados ao risco que disponibilizar aquele crédito poderá representar em termos de retorno financeiro.

Tudo começa pela finalidade e uso do crédito solicitado.

O tomador poderá definir previamente o valor que necessita e onde o recurso será utilizado, podendo ser usado para pagar dívidas, capital de giro, abrir um novo negócio, inovar ou expandir um negócio, fazer uma viagem, adquirir um imóvel, etc.

Evidentemente que o valor pretendido, nem sempre corresponde ao valor aprovado, considerando os 5C’s do Crédito, que é quando o “filtro” de critérios se inicia.

1. CARÁTER

Trata-se do histórico financeiro. Quando falamos em histórico, estamos falando de toda a vida do CNPJ e/ou do CPF da pessoa física ao longo do tempo.

Se no passado o tomador esteve inadimplente, se não conseguiu honrar uma dívida ou negociou “a menor”, terá um problema com relação à analise de crédito.

Logo, o primeiro critério é o histórico do tomador, que é o nome limpo, o nome desembaraçado, como chamamos no linguajar do crédito.

Por isso é tão importante que se faça um planejamento antes de pedir um crédito, o que inclui deixar a situação cadastral totalmente apta para ser aprovada.

Solicitar um crédito sem preparação e reparação do histórico financeiro, resultará em recusa automática da proposta.

Por exemplo:

Se num passado bem distante o tomador adquiriu uma dívida no sistema financeiro, seja em lojas de varejo, como Casas Bahia, seja no banco e não conseguiu quitá-la, depois de 5 anos a dívida foi prescrita, o nome foi retirado dos bureaus de crédito, como SCPC e Serasa e o tomador ficou com o “nome limpo”, certo?  

Com este histórico é possível conseguir um crédito?

Depende. Se for na própria instituição em que não conseguiu quitar o débito, ou, que fez um acordo e quitou “a menor”, o crédito será negado.

Automaticamente, quando se negocia “a menor” ou uma dívida é prescrita, a restrição interna permanece.

“Quitar a menor” é quando uma dívida maior, com muito tempo em atraso no pagamento é negociada, por uma oferta menor, em comum acordo com ao credor.

Você fica com o nome limpo, mas fica com restrição naquela instituição, até quitar integralmente a dívida.

Para quitar dívidas antigas e limpar restrições internas, o credor corrige com a taxa de juros referencial até o dia da quitação, o valor integral.

Portanto, é preciso coragem e dinheiro sobrando para quem deseja rever e sanar dívidas antigas.

Mas, se solicitar o crédito em outra instituição e o nome estiver “limpo”, provavelmente será aprovado.

Dessa forma, o primeiro critério a ser analisado é exatamente este: estar com o nome desembaraçado, tanto o CPF dos sócios, quanto o CNPJ do negócio.

Para verificar se o nome está sujo ou limpo, o empreendedor pode pesquisar:

  • No site do SERASA;
  • No site da Associação Comercial de sua cidade;
  • No CADIN, que é o cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal;
  • SINAD, que é o sistema de inadimplentes da Caixa.

Vale destacar que mesmo com o nome sujo é possível acessar linhas de crédito em alguns lugares, apesar de não estar disponível em todos os bancos e instituições, alguns concedem sob algumas condições, geralmente com taxas e garantias maiores.

2) CAPACIDADE

O segundo critério chama-se capacidade de pagamento.

O banco tem e quer emprestar recursos, houve anos em que sobraram bilhões, que voltaram para o Tesouro Nacional, porque não tinham pessoas capacitadas a buscar o crédito, ou seja, há muito recurso disponível para emprestar.

E o que que o banco espera?

Emprestar um recurso economicamente viável, que gere emprego, gere lucro e ajude a movimentar a economia.

Um recurso emprestado com retorno deficitário, cujo fluxo de caixa apresente resultado negativo, não vai ser aprovado, não adianta nem pensar em solicitar crédito se o perfil apresentar situação de prejuízo.

Nestes casos, ou se corrige o fluxo de caixa antes de entrar com a proposta ou deve-se buscar outra alternativa para captar recursos financeiros.

Portanto, o segundo critério, a capacidade de pagamento, é o ponto mais importante de analise de crédito bancário, a comprovação pelo solicitante que poderá pagar as parcelas, sem risco ao banco.

Claro que se tiver problema de restrição no nome, é provável que a análise seja comprometida antes mesmo da capacidade de pagamento ser considerada, mas o critério de análise, onde o banco decide se emprestará o recurso, chama-se capacidade de pagamento.

Algumas formas de comprovar renda: fatura de cartão de crédito, pró-labore de sócio, imposto de renda, extratos bancários, relatórios de parcerias, DECORE e DRE.

3) CAPITAL

O terceiro C do crédito é o Capital, a situação patrimonial do empreendedor.

E o que é isto, sob o ponto de vista bancário?

São todas as informações relacionadas ao patrimônio dos sócios e da empresa.

O documento oficial para demonstrar o capital é o imposto de renda.

O Balanço Patrimonial da empresa também poderá ser solicitado.

4) COLATERAL

O quarto critério é o colateral, que são as garantias. 

E, é possível obter crédito sem garantias?

Sim, é possível, desde que se observe alguns aspectos.

Não ter garantias e conseguir credito é possível quando o recurso disponibilizado é utilizado na aquisição de máquinas, equipamentos ou veículo, por exemplo, e o próprio bem financiado ficar em garantia do crédito.

Por exemplo:

Um empreendedor que queira montar uma confecção própria e vender as roupas produzidas em sua loja, e neste negócio, com as máquinas de costura, reforma, etc, o crédito solicitado fique em torno de 15 mil reais, e o mesmo não tenha nenhuma garantia, o que que vai viabilizar esse crédito para ele?

Digamos que ele fez o planejamento para chegar a estes R$ 15 mil e dentro deste orçamento, em torno de R$ 10 mil será investido em máquinas. As máquinas passam a ser parte da garantia.

Evidentemente, que há uma depreciação a ser considerada, ou seja, vamos entender que fique R$ 7 mil de garantia, o risco da operação diminui bastante, e com isso aumenta a chance da proposta ser aprovada.

Logo, de R$ 15 mil projetado para o negócio, o empreendedor conseguiu boa parte do valor pretendido, usando as próprias máquinas como garantia.

E o restante, os outros R$ 5 mil? O tomador pode recorrer a outra instituição, apresentar um avalista com um bom perfil de crédito ou recorrer a fundos de cooperativas, por exemplo.

5) CENÁRIO ECONÔMICO

O quinto critério é o cenário econômico. Dessa forma, dois pontos devem ser analisados: tanto o negócio a ser financiado tem que estar aquecido, ou seja, deve haver demanda, quanto o cenário econômico tem que estar favorável.

Um país em crise não empresta recursos, ou os recursos se tornam mais escassos.

Por exemplo:

Um empreendedor deseja montar uma lan house. Há uns anos, esse era um negócio muito interessante, já que nem todos tinham computadores em casa com acesso à Internet, mas hoje, no cenário atual, este negócio tornou-se quase obsoleto, exceto se houver outra atividade econômica atrelada.

Também as locadoras de vídeos. No passado foram um excelente negócio, mas hoje, salvo gostos de colecionadores, esse tipo de negócio não faz parte da lista de negócios com boas perspectivas de mercado.

Nestes cenários dificilmente um banco disponibilizará recursos, já que a chance do negócio fechar antes do primeiro ano é muito grande. Os bancos possuem um Estudo Setorial das atividades, logo, tem amplo conhecimento de todos os segmentos e especialidades comerciais.

Dicas na hora de pré-avaliar uma proposta

Sempre esteja atualizado quanto à legislação, com relação aos critérios de risco e dos 5 C’s do Crédito.

Perceba que cada tomador, cada cliente, tem uma realidade e uma necessidade diferente, portanto, escolha a instituição que melhor se adeque para a realidade deste cliente.

Um banco pode ter juros mais baixos, mas não aceitar aquele perfil.

Portanto, não existe uma única resposta para a pergunta: qual a melhor instituição financeira ou alternativa para se tomar crédito?

 


Siga-nos no Instagram: @viverdecredito.

Um forte abraço.

Rosa Oliveira
CEO & Gerente de Projetos Digitais da Viver de Crédito

error: Conteúdo Protegido!!

atenção

Não fazemos empréstimos. Não somos uma financeira. Somos uma agência de marketing digital, especializada em posicionamento e transição digital para negócios de crédito. Logo, NÃO solicitamos nenhum depósito antecipado (sinal) para liberação de empréstimo. Nem por e-mail, nem por telefone e nem em hipótese alguma. Se você se deparar com alguém usando o nome da nossa empresa para essa ou outra finalidade desse tipo, denuncie imediatamente à polícia civil. Cobrar adiantado para liberar empréstimo é crime e deve ser denunciado às autoridades. em caso de dúvida envie um e-mail para: contato@viverdecredito.com.br.